quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Show de Stevie Wonder e Gil em Copacabana reune mais de 500 mil

26/12/2012

Gil abriu a noite com um caminhão de sucessos e Stevie Wonder fez show onde pediu ajuda da plateia várias vezes. Os astros ainda cantaram juntos I Just Called to Say I Love You 














O show de Stevie Wonder e Gilberto Gil, na última terça-feira, na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, começou pontualmente às 20h. O primeiro a subir ao palco, que foi montado em frente ao Hotel Copacabana Palace, foi o cantor Gilberto Gil, abrindo o show com a música "Realce".
Às 20h45, a filha e também cantora Preta Gil subiu ao palco e cantou "Meu corpo quer você", em uma participação especial no show do pai. Entre as músicas cantadas por Gil estavam: "Não chore mais", "Is this love", "Copacabana", "Domingo no parque", "Aquele abraço", "Andar com fé", "Preta Pretinha", "Palco" e "Vamos fugir".
Stevie Wonder subiu ao palco às 22h10 e assim como Gil, também levou os filhos, os dois mais novos e a primogênita Aisha. O cantor desejou a todos um Feliz Natal em inglês e começou a apresentação cantando "What A Wonderful World This Would Be".
Os dois cantores dividiram o palco por volta de 00h. Gilberto Gil começou cantando "Você abusou, tirou partido de mim, abusou" e Stevie Wonder levantou o público com um de seus maiores sucessos "I just called". Depois, juntos cantaram "You are the sunshine of my life", "We are the world", "Noite feliz" e "Boas festas".
O evento recebeu um público de 500 mil pessoas e foi realizado na mesma estrutura onde acontecerão os shows do Réveillon. O show contou com telões de quase dez metros e torres de delay que garantiram uma perfeita sonorização por toda a orla de Copacabana. Para o atendimento médico, a prefeitura disponibilizou três postos de saúde, equipados com 26 UTI’s móveis e quatro ambulâncias comuns. Além disso,  cinco blocos de banheiros químicos, compostos por 40 cabines cada.
 
A segurança do público contou com a presença de guardas municipais e policiais militares na área do show e nas vias próximas, além da instalação de dez torres de observação da PM. Os guardas municipais da Unidade de Ordem Pública de Copacabana, assim como os agentes da Seop que realizam o ordenamento das praias, cuidaram do patrulhamento de rotina na região independente do planejamento do evento.

Fonte: Agência Rio de Noticias

Saiba como trocar presentes sem aborrecimentos

Por: Prisca Fontes 

Coordenador do órgão orienta consumidores sobre seus direitos na hora de trocar produtos e ressalta que a loja não é obrigada a substituir o produto em caso de insatisfação














O período entre o Natal e o Ano Novo é a semana anual das trocas de produtos. Após as entregas dos presentes, consumidores insatisfeitos com os mimos recebidos aproveitam os últimos dias do ano para trocar o que não gostaram. Os motivos para a troca variam de tamanho incorreto, a não agradou, ou ainda, vontade de escolher outro produto da mesma loja. Para não ter problemas nesse momento é preciso conhecer as regras estabelecidas pelas lojas e o Código de Defesa do Consumidor.
Segundo Paulo Roberto Velozo, coordenador da Autarquia de Proteção e Defesa do Consumidor do (Procon) de Niterói, os prazos para troca são aqueles estabelecidos no momento da contratação, no ato da compra, entre consumidor e a loja.
“O comprador tem que estar alerta e perguntar o prazo para a troca daquele produto. Se não houver essa informação, o consumidor tem que questionar o vendedor ou gerente sobre o prazo, e fazer constar na nota fiscal, para que ele tenha o direito resguardado. É importante lembrar que as lojas não são obrigadas a conceder a troca em caso de insatisfação do consumidor, seja porque não gostou do produto ou porque o tamanho não é o correto”, frisa.
Ele também explica que o consumidor também não tem direito a substituição em caso de mau uso, ou seja, quando o produto saiu perfeito da loja e depois ele sofre alguma avaria. Nos casos em que o produto possuir algum defeito, o consumidor tem um prazo de até 30 dias para a troca. “É importante que o consumidor tenha essa concepção: tudo o que comprar, tem que pegar a nota fiscal. Em caso de presentes, o ideal é guardá-la e em caso de algum problema, se o lojista pedir a nota fiscal para fazer a troca, a pessoa infelizmente tem que entregá-la. No momento da troca o consumidor tem que dar nome, CPF, RG e até comprovante de residência, se necessário”, esclarece.
No caso de aparelhos eletrônicos, Velozo explica que existem dois tipos de prazos: entre o consumidor e a loja, que é geralmente 48 horas, e a partir daí entre o consumidor e o fabricante, onde geralmente o prazo para a solução ou conserto é contado a partir da entrada na assistência técnica indicada pela loja ou fabricante. “O primeiro passo é procurar sempre a loja, e se não houver a resolução do problema, procurar o Procon”, pontua.
Reclamação – Caso o consumidor se sinta lesado pela loja, ele deve comparecer ao Procon com documentos que atrelem a relação de consumo: nota fiscal, fatura do cartão de crédito, além da identidade e CPF. “O Procon faz uma carta de informação preliminar, explicando o problema ao fornecedor. O consumidor vai enviar essa carta, já sabendo a data em que ele deve retornar ao Procon. O fornecedor recebe a carta e, se a reclamação proceder, o problema é resolvido. Se não, marcamos uma audiência de conciliação. O tempo total é de 37 dias”, destaca.
Em Niterói, a entidade fica na Rua Visconde de Sepetiba, 519, térreo, no Centro. O atendimento acontece das 9h às 17h, porém são distribuídas senhas duas vezes ao dia: às 9h e às 13h. O consumidor deve chegar um pouco antes desses horários para pegar a senha.
Roberto Vianna, advogado especialista em direito do consumidor e contencioso civil, orienta que o consumidor recorra ao Procon sempre que tiver seus direitos violados, não só se loja se recusar a efetuar a troca de um produto defeituoso, mas se o produto não respeitar as indicações constantes em sua embalagem e o vendedor se recusar a restituir a quantia paga. “Caso o problema não seja resolvido administrativamente no Procon, o consumidor  pode entrar na Justiça, ajuizando ações nos Juizados Especiais Cíveis, com competência para o julgamento de causas de menor complexidade. É importante realçar que o prazo para reclamar de vícios aparentes ou de fácil constatação é de 30 dias para produtos não duráveis, como alimentos, e 90 dias para produtos duráveis, como aparelhos eletrônicos”, ensina.
Se as compras foram feitas por internet, telefone ou fora do estabelecimento comercial, o consumidor tem um prazo de sete dias a partir do recebimento, para devolver o produto e receber o dinheiro de volta e não é necessário justificar o motivo da troca. Após esse prazo, o comprador deve agir da mesma forma que em uma troca normal.
Se o problema for relativo a cor, tamanho ou modelo é comum a troca nas lojas
Rita Barros, gerente da Thernura, em Icaraí, conta que vai oferecer prazo de 15 dias para que as consumidoras possam trocar as roupas – se o problema for relativo a cor, tamanho ou modelo – desde que apresentem as etiquetas das roupas. Para ela, uma boa conversa e flexibilidade podem resolver qualquer problema. “Somos uma loja de roupas de tamanhos especiais e é sempre delicado comprar presentes desse tipo, então é comum que a cliente faça a troca, especialmente por outros tamanhos e modelos. E nesse momento, atendemos com a maior atenção, afinal uma boa troca pode fidelizar o cliente. A concorrência é grande, então o atendimento é o nosso diferencial”, afirma.
Em caso de defeitos, Rita garante que a troca é feita imediatamente. Ela explica que é fácil identificar os danos de fabricação e os feitos pelos consumidores.
A empresária e proprietária da Amo isso?, Carla Capeto, explica que a loja tem o prazo de troca de um mês e também descarta apresentação da nota fiscal, exigindo apenas que o produto esteja na embalagem da loja e nas mesmas condições em que foi comprado. “É muito comum, nesse período, a troca de produtos. Realizamos sem problemas. Só não trocamos produtos em promoção ou enfeites de Natal”, afirma.
Cuidados na internet
Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), explica que, em caso de troca de produtos comprados pela internet, é possível que o comprador tenha que pagar a taxa de envio do produto para a empresa. Tudo vai depender com o contrato de compra. “Tem que existir um cuidado especial com compras pela internet. Em janeiro temos um aumento de reclamações sobre produtos que não são entregues ou de trocas que não são feitas porque o consumidor não consegue contatar o fornecedor”, diz.

Fonte: O FLUMINENSE

Espaço tombado em Niterói atenderá 300 crianças após passar por reforma

Por: Danyelle Woyames

Solar no Gragoatá já está livre do risco de desabamento e começa a passar por restauração depois de ser cedido pelo Estado para a Associação Fluminense de Reabilitação














O Solar localizado na Rua General Osório 59, no Gragoatá, na Zona Sul de Niterói, já está livre do risco de desabamento e teve iniciado seu processo de restauração. O prédio, que foi tombado pelo Departamento de Preservação do Patrimônio Cultural (Depac), foi cedido pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro à Associação Fluminense de Reabilitação (AFR) para a construção da Unidade de Reabilitação e Atendimento Especializado Lisaura Ruas, que vai oferecer atendimento multiprofissional especializado a cerca de 300 crianças e adolescentes com deficiências físico-neurológicas e questões psicossociais.
De acordo com o administrador da AFR, Telmo Hoelz, as obras que foram realizadas até o momento utilizaram recursos próprios, obtidos através de eventos promovidos pela associação, como o “Jantar Garçom Caixa Alta” e a realização de um show do Padre Fábio de Melo, além de doações que a entidade recebe de colaboradores. Mas também há uma verba do Ministério da Saúde, de R$ 950 mil, que será destinada à conclusão do projeto.
“Através de emendas parlamentares conseguimos do Ministério da Saúde essa verba para a realização do projeto. Esse recurso já está disponível na Caixa Econômica Federal, mas estamos cumprindo alguns  trâmites burocráticos de praxe para que seja feita a liberação do dinheiro. Com isso, a restauração do solar será concluída. Ao todo serão construídos dois blocos na parte de trás do terreno, cada um com três andares, totalmente acessíveis. A Associação assumiu um compromisso de não deixar o prédio desabar. Quando começamos as obras de contenção, a situação estava bem grave, com a iminência de um desabamento. Mas essa parte já foi resolvida, o imóvel agora está preservado. No momento estamos na fase de restauração, mas estamos sem recursos para dar continuidade a esse trabalho”, explicou o administrador.
O fato é que Telmo Hoelz teme que mesmo com o repasse da Saúde não haja recursos suficientes. Por isso, busca também apoio de empresários para contribuírem com o projeto, que deverá ser concluído em dois anos.
Restauração – A presidente da Associação Fluminense de Reabilitação, Nilce Müller Belchior, revelou, por sua vez, que a maior preocupação é com a fase de restauração do imóvel. “Por ser um prédio tombado e que possui muitos detalhes, a maior dificuldade era restaurar tudo dentro das normas estipuladas pelo Depac. Mas nós estamos conseguindo, atingimos um estágio maior do que imaginávamos e logo estará tudo pronto. Aí poderemos partir para a fase de construção dos outros blocos”, comemora, dizendo ainda que a pretensão é licitar a primeira etapa da obra já em fevereiro de 2013.

Fonte: O FLUMINENSE

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Centro e Pendotiba são grandes apostas para o setor imobiliário

Por: Prisca Fontes 30/12/2012

Mercado imobiliário do município acredita firmemente que as regiões vão concentrar grande parte dos investimentos do setor da construção civil partir do ano que vem 

O ano de 2012 foi um bom ano para o mercado imobiliário de Niterói, com a entrega de vários apartamentos e novos lançamentos na cidade. O setor vem mantendo o crescimento e teve o melhor resultado dos últimos seis anos, com aumento de 8% no número de novos imóveis, comparado com o ano anterior, e a grande aposta para 2013 são o Centro da cidade e a região de Pendotiba.
Segundo os números da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), foram 34 lançamentos residenciais, somando 3.725 novas unidades e nove lançamentos comerciais, um total de 1.460 salas, lojas e flats.
Para o presidente da instituição, Jean Pierre Biot, a procura por imóveis é dos próprios niteroienses, que gostam da cidade e desejam continuar morando aqui.
 “O mercado imobiliário está funcionando muito bem. Já passamos épocas de dificuldades, mas hoje, temos um crescimento constante e controlado, com o número ideal de empresas no setor. Estamos mantendo uma média de 1,2 mil imóveis por ano, desde 2005”, comemora.
Para o próximo ano, ele acredita que o mercado continuará aquecido, mas destaca que o novo governo deve rever a legislação e fazer a revisão dos planos urbanísticos, para permitir a construção de novos prédios.
O diretor da construtora Pinto de Almeida, Naum Ryffer, também acredita que o mercado deve superar esse entrave no próximo ano se quer continuar crescendo. Ele explica que os terrenos em Niterói estão cada vez mais raros.
“Niterói é um município grande, mas os mercados se concentram nas regiões de Icaraí, Jardim Icaraí e Ingá. Jardim Icaraí por causa força de uma ação do Ministério Público e de uma decisão da Prefeitura está com as licenças paralisadas. E temos dificuldade de encontrar terrenos novos em Icaraí e no Ingá. A Prefeitura tem que abrir mercados, Fonseca, Região Oceânica”, afirma.
Ele acrescenta que “o grande desafio vai ser criar uma legislação para Pendotiba, melhorar o transporte para a região Oceânica para as pessoas terem vontade de morar lá novamente e, claro, resolver o problema do Jardim Icaraí. Niterói precisa se espalhar, senão teremos um aumento dos preços como consequência da lei da oferta e da procura”.
Para ele, se for criada a legislação referente à 4ª região, Pendotiba será a grande aposta para 2013.
A supervisora de marketing da Rossi, Joyce Carvalho, destaca que Niterói é uma cidade cheia de atrativos, além de ser linda, é segura, pequena, que as pessoas gostam de morar.
“O mercado imobiliário na cidade teve um ano muito bom, entregamos muitos lançamentos, que é a parte final do nosso trabalho e mais gratificante, que é quando as pessoas podem morar no imóvel. Temos boas perspectivas para Niterói e para Itaboraí no próximo ano. O do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj) vai estimular o crescimento local e Niterói também será beneficiada, pois nem todo mundo vai para Itaboraí”, aposta.
Financiamento – A secretária municipal de Urbanismo, Cristina Monnerat, destaca que a política de facilitação do crédito para compra de imóvel realizada pelo governo federal estimula o mercado.
“Niterói é uma cidade que está avançada, a população melhorou financeiramente e o ideal é a casa própria que todo mundo almeja. Hoje o governo está incentivando até a classe C pelo programa Minha casa, minha vida. E tudo movimenta o mercado”, afirma.
Ela acredita que o próximo ano será de crescimento em toda a área metropolitana, estimulado pelo Comperj e pela Copa do Mundo. Ela ressalta que “tudo o que acontece no Rio de Janeiro reflete em Niterói”.
“É uma oportunidade. Estamos vivendo um momento muito bom no estado do Rio”.
O aquecimento do mercado imobiliário refletiu também nos preços dos imóveis na cidade. O metro quadrado residencial em Icaraí está custando em torno de R$ 8,5 mil. Entre os bairros mais caros da cidade também estão Jardim Icaraí, com R$ 7 mil o metro quadrado e Gragoatá e Região Oceânica, com R$ 6,5 mil.
Negócios – O primeiro ano completo da João Fortes operando na cidade foi um sucesso, de acordo com Jorge Rucas, diretor de negócios da construtora. Ele revela que os lançamentos da empresa foram todos muito bem recebidos, com locais de vendas altos, aceitação do público muito boa.
“Niterói é a capital do interior do Rio, por isso a gente veio para cá, montou nosso escritório e daqui nós tomamos as decisões para todo o interior do estado. Foi um bom ano, Niterói passou pela mesma transformação que o Rio de Janeiro em relação a tamanho de mercado, a velocidade de vendas e se deu muito bem. É uma cidade com demanda reprimida, com poder de compra bastante elevado, mas que está cada vez mais exigente. Quem conseguir atender aquele nível de exigência, conseguiu se dar bem em 2012”, comemora.
Para 2013, ele acredita que o Centro da cidade vai concentrar grande parte dos investimentos tanto para construções comerciais quanto para residenciais. Quem concorda é Jean Pierre Biot, que ressalta o potencial do bairro.
“Eu acho o Centro maravilhoso. É plano, tem estrutura, facilidade de transporte, uma vista linda. Ele é todo degradado, mas nada que um bom investimento não ajude a recuperar”, conta.
O bairro foi campeão no número de empreendimentos comerciais, segundo dados da Ademi. Foram quatro lançamentos, totalizando 1.109 salas, 21 lojas e 140 flats na região. O Centro contou com quatro novos empreendimentos residenciais, sendo 298 unidades com dois quartos, 172 com três quartos e quatro unidades com quatro quartos. O total de 474 novas unidades residenciais só ficou atrás das 576 de Camboinhas, 768 de Icaraí e 787 de Santa Rosa, mostrando que as construtoras já estão apostando na região.

Fonte: O FLUMINENSE

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Verão se aproxima e traz de volta a ameaça das chuvas fortes


Mas, entre os cinco municípios da região, apenas a cidade de São Gonçalo tem pronto um Plano Municipal de Redução de Riscos contra enchentes e deslizamentos de terra 

O período de chuvas de verão se aproxima com a chegada da estação, no próximo dia 21, mas entre os cinco municípios da região, apenas São Gonçalo já possui Plano Municipal de Redução de Riscos (PMMR) para se prevenir contra catástrofes naturais como enchentes e deslizamentos de terra, comuns nessa época. Os municípios de Niterói, Itaboraí, Maricá e Rio Bonito informaram que nessas cidades o plano ainda está sendo elaborado. No plano são traçados objetivos, metas e ações que incluem intervenções isoladas de diversos tipos, como drenagem urbana, recuperação de várzeas, rios e córregos, construção de muros de contenção e diques, drenagem e assoreamento.
A realidade vivida pela região às vésperas do período de chuvas não é diferente do que se observa no resto do país. Segundo dados divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do total de municípios brasileiros em 2011 (5.565), apenas 344 (6,2%) tinham planos municipais de redução de riscos de desastres naturais e recuperação ambiental preventiva. Cerca de 10% (564) estava elaborando o documento e 32,5% (1.812) declarou ter algum tipo de programa ou ação de gerenciamento de riscos. A drenagem urbana, presente em 1.135 cidades, e redes e galerias de águas pluviais, construídas em 1.090 municípios, são as ações mais executadas.
Em Niterói, a prefeitura informou que a Secretaria de Defesa Civil (DC) atualmente realiza ações de prevenção baseadas em levantamentos feitos sobre as áreas de risco mapeadas pelo PMRR que ainda está sendo elaborado conjuntamente pelos técnicos da DC e do Departamento de Recursos Minerais do Estado.
“Estamos preparando a cidade para um futuro bem próximo. Estamos recebendo os sistemas de sirenes, já empregado em outros municípios de Estado com bastante êxito”, garantiu o secretário de Defesa Civil, coronel Adilson Alves de Souza, sem no entanto informar prazos.
De acordo com a DC, desde a tragédia das chuvas em 2010, que vitimaram mais de 100 pessoas, foram firmadas parcerias com os governos Estadual e Federal, para realizar serviços de recuperação de encostas da cidade, ao custo de cerca de R$ 112 milhões. Segundo a prefeitura, foram concluídas 91 obras de contenção e drenagem e nove estão em andamento, sendo realizadas pela Empresa Municipal de Moradia, Urbanização e Saneamento (Emusa).
Em Itaboraí, a situação não é muito diferente. A Secretaria Municipal de Defesa Civil também informou que já mapeou as áreas frequentemente atingidas por alagamento e consideradas de risco e que um plano de contingência vai organizar funções e disponibilizar equipamentos e materiais de apoio em caso de necessidade. Em caso de desastre, 378 agentes voluntários da Defesa Civil. Profissionais das Unidades de Saúde da Família e de Combate a Endemias foram treinados para orientar e atender as vítimas de enchentes, principalmente nos bairros de Itambi, Três Pontes, Engenho Velho e Ampliação, considerados em maior situação de risco.
“No município não há morros que ocasionem deslizamentos de terra. O que registramos aqui são alagamentos. Recebemos diariamente, da Superintendência Operacional da Secretaria Estadual de Saúde, a previsão do tempo pela internet, informando sobre a chegada de frentes frias e alertas com previsão de fortes chuvas. Não estamos livres de desastres, mas trabalhamos ao longo deste ano para diminuir a ocorrência e a intensidade dos acidentes”, afirma o subsecretário municipal de Defesa Civil, tenente-coronel Edvaldo Côrtes Moreira.
Em Maricá, a prefeitura informou que desenvolveu um Plano de Contingência para a cidade e que, atualmente, está ampliando e aperfeiçoando suas metas. Elas incluem o treinamento de equipes para ações de prevenção e emergência, além do monitoramento constante das áreas de risco, que já teriam sido mapeadas. A prefeitura também informou que a Defesa Civil Municipal agora irá a campo para levantar o número de pessoas que moram nas áreas de risco próximas a rios e lagoas. Há ainda um projeto de instalação de sirenes em locais de risco para os casos de enchentes.
Mas segundo a administração municipal, a principal medida que vem sendo adotada é a construção de 600 moradias do programa Minha Casa, Minha Vida, que serão destinadas especificamente para famílias de baixa renda que vivem nas margens de rios, córregos e lagoas.
Já a prefeitura de Rio Bonito não se manifestou sobre o assunto até o fechamento desta edição.
Único município da região com PMMR, São Gonçalo buscou sistematizar as ações desenvolvidas pelos técnicos e voluntários da Defesa Civil, integrando o trabalho com outras secretarias municipais e órgãos públicos em níveis estadual, federal e municipal. O plano recomenda ainda o aperfeiçoamento e implantação de outras ações para aumento da capacidade de resposta às situações de risco e desastre, além de ações preventivas para minimizá-las.
“Com o plano saberemos como mobilizar, coordenar ações e atuar de maneira padronizada, evitando problemas e facilitando as respostas aos desastres. Temos agora um caminho a seguir”, frisa o coronel Claudio Lucena, coordenador municipal de Defesa Civil.
Números mostram avanços
GE Vânia Pacheco, gerente da Coordenação de População e Indicadores Sociais (Copis), apesar de a taxa de municípios com plano de redução de riscos ser pequena, os números divulgados recentemente pelo IBGE mostram avanços.
“Nem todo município brasileiro precisa realmente de um plano municipal de redução de risco. Seria bom que todos tivessem, mas eu acho que já é um movimento bem positivo, levando em consideração que foi só esse ano também, em agosto, que o governo federal lançou o Plano Municipal de Riscos.”
O plano municipal mapeia riscos ambientais, geológicos, geotécnicos e de construções e traça objetivos, metas e ações para a prevenção e controle de desastres. Os programas ou ações de gerenciamento são intervenções isoladas para prevenir esses riscos, como obras de drenagem urbana, recuperação de várzeas, renaturalização de córregos e construção de muros de proteção e diques.
Entre os municípios grandes, que têm mais de 500 mil habitantes, 20 (52,6%) já têm plano de redução de riscos, oito (21%) estavam fazendo o programa de ações no ano passado e 33 (86,8%) desenvolvem alguma ação preventiva.

Fonte: O FLUMINENSE