terça-feira, 9 de julho de 2013

Revitalização do Centro é tema de encontro na CDL




Por: Vinícius Rodrigues 

Prefeito Rodrigo Neves apresenta projeto para revigorar a região a empresários de Niterói durante evento e anunciou o início da perfuração do túnel que ligará Cafubá a Charitas 














O prefeito Rodrigo Neves apresentou na terça-feira o projeto de revitalização do Centro a empresários e lojistas da cidade. O encontro aconteceu na Câmara de Dirigentes e Lojistas de Niterói (CDL) e, na ocasião, o prefeito aproveitou para anunciar que a Alameda São Boaventura, no Fonseca, Zona Norte, também terá um projeto próprio de revitalização. Além disso, os principais eixos viários da cidade serão recapeados até setembro.
Rodrigo aproveitou para dizer que no primeiro trimestre de 2014 começará a perfuração do túnel de 1,3 km que ligará Cafubá a Charitas, na Zona Sul.
Apesar do prefeito citar que a Alameda receberá um projeto de revitalização, ele fez questão de dizer que tudo ainda está em fase de estudos, impossibilitando o detalhamento de informações como prazo, orçamentos ou até mesmo no que consistem as intervenções. No entanto, a ação objetiva modernizar a Zona Norte de Niterói.
“Esses projetos permitirão uma nova perspectiva da cidade. Em pouco mais de seis meses fizemos muito mais do que o município recebeu nos últimos quatro anos. Tenho certeza de que esse ano será o mais difícil do meu governo, mas certamente continuaremos fazendo muito mais para a população”, disse Rodrigo Neves.
Entre as últimas ações e o planejamento de projetos futuros, o prefeito ressaltou que o Programa 'Asfalto na Porta' será estendido para todos os eixos viários da cidade até setembro deste ano. Além disso, a Rua Nóbrega, em Jardim Icaraí, receberá mais uma operação do 'Calçada Livre', ainda este ano.
Para a Região Oceânica, o prefeito Rodrigo Neves destacou que, a partir de agosto, haverá drenagem e pavimentação em mais de 200 ruas da Região Oceânica e que no primeiro trimestre de 2014 começará ao custo de R$ 300 milhões a construção do túnel da Transoceânica, que liga os bairros do Cafubá a Charitas.
Revitalização – Durante a reunião, que contou com cerca de 100 empresários, além dos secretários da cidade (Urbanismo e Mobilidade Urbana, Desenvolvimento Econômico e Conservação e Serviços Públicos), foi mostrado detalhes do projeto da Operação Urbana Consorciada (OUC).
A área de abrangência da OUC é de 3,8 milhões de metros quadrados, composta pelos bairros do Centro, São Domingos, Gragoatá, Boa Viagem, Morro do Estado e parte da Ponta D’Areia e de São Lourenço. O projeto prevê a restauração de 190 mil metros quadrados de calçadas.

Fonte: O FLUMINENSE

Obras irregulares são demolidas em SG para receber a Linha 3 do Metrô


Por: Geovane Mendes 

Ação de ordenamento urbano na região de Alcântara demoliu construções e foram distribuídas notificações com prazo de desocupação de 15 dias antes de novas demolições   















A Prefeitura de São Gonçalo, através das secretarias de Infraestrutura e Urbanismo, Desenvolvimento Social, Habitação, Governo, Fiscalização e Postura, Defesa Civil e Transportes, estiveram na Rua Adelaide Lima, paralela com a RJ-104, no bairro Jardim Catarina, para fazer a demolição de comércios e casas irregulares na região.
O objetivo é reestruturar e reurbanizar o Centro do Alcântara, que em breve receberá a Linha 3 do metrô. A ação é parte de um projeto de urbanismo chamado de “Ação de Ordem Pública”.
Alguns comerciantes e moradores tentaram impedir que as máquinas demolissem as quatro lojas já condenadas pela Prefeitura. O comerciante Luiz Fernando Marijó, que teve a sua loja destruída, acusa a Prefeitura de agir com violência e fora dos padrões legais.
“Eles invadiram a nossa loja. Eu não recebi nenhuma notificação de que o meu estabelecimento seria demolido e o mais curioso, eles não têm nenhuma ordem judicial autorizando essas demolições”, desabafa.
O subsecretário de Obras negou as acusações. Segundo Paulo César da Silva todos os trâmites legais foram obedecidos e desde a semana passada a Prefeitura tentou entregar as notificações, porém muitos dos proprietários de lojas e moradores se recusaram a assinar o documento. “Estamos desde a semana passada entregando as notificações para que essas demolições pudessem ocorrer, porém muitos decidiram não assinar o termo”, afirma.         
Casas – De acordo com a Prefeitura, cerca de 120 famílias residem na região e serão integradas ao programa “Minha Casa, Minha Vida” e também o programa de aluguel social da administração municipal.
“Há muitos anos essa área do Jardim Catarina foi invadida e nunca fizeram nada. Precisamos resgatar a dignidade destas pessoas, que vivem sem infraestrutura. As casas só serão demolidas depois que todas as famílias forem retiradas”, garantiu o secretário de Governo, Sandro Almeida.
Com a remoção das construções irregulares, será possível ampliar a via de acesso à RJ-104 e construir um retorno para o Alcântara com o alargamento da Rua Adelaide Lima, desobstruindo o trânsito.

Fonte: O FLUMINENSE

segunda-feira, 8 de julho de 2013

"Tá Chovendo Hambúrguer 2" chega aos cinemas do Brasil em outubro


A continuação da animação produzida pela Sony Pictures promete levar novamente deliciosas aventuras paras as crianças de todas as idades. Confira aqui o trailer do longa 















Chega, dia 4 de outubro, nos cinemas brasileiros o longa de animação "Tá Chovendo Hambúrguer 2", a continuação do sucesso da Sony Pictures Animation, "Tá chovendo Hambúrguer".
A história começa quando Flint Lockwood, um aspirante a inventor, descobre que sua maior invenção - uma máquina que transforma água em comida - continua funcionando e cria os chamados "comidanimais", um híbrido de comida e animais, que tentam dominar o mundo de uma forma bem "engordativa".
Agora, Flint e seus amigos, entre seu inseparável macaco de estimação, Steve, devem embarcar numa deliciosa aventura para acabar com dos monstros de comida e salvar o mundo mais um vez.
O filme promete arrastar crianças e adultos para as salas de cinema de todo o país. E já que a comida fica só nas telonas, aprecie as gosturas sem moderação e sem medo das calorias.
A primeira chuva de comida
Lançado em dezembro de 2009, a animação inspirada do livro infantil "Cloudy with a Chance of Meatballs", fez sucesso e arrecadou 243 milhões dólares em todo o mundo.
Para quem não lembra, aqui vai um resuminho:
Na primeira parte do "Tá Chovendo Hambúrguer", o jovens cientista Flint Lockwood, morador de Boca Grande, uma pequena ilha no Atlântico, consegue inventar uma máquina inovadora, capaz de transformar água em comida, que precisa de muita energia para funcionar. Foi exatamente aí que as coisas saíram do controle: ao receber uma grande carga de energia, a máquina foi lançada par o céu.
Quando tudo parecia perdido para o inventor, uma chuva de hambúrguer começa a cair na cidade, e Flint descobre que sua máquina realmente funciona, mas, de repente, as coisas ficam fora do controle de novo.
Com ajuda de Sam Sparks, uma estagiária de jornalismo, e Steve, seu macaco de estimação, Flint terá que salvar sua cidade da tempestade de comida.


Fonte: O FLUMINENSE

Governador Sérgio Cabral vai a Brasília buscar verba para Linha 3


Projeto da ordem de mais de R$ 2 bilhões é apresentado ao Governo Federal para implantação de metrô que ligará Niterói a Itaboraí, beneficiando dois milhões de pessoas 














O Governo do Estado do Rio de Janeiro apresentou ao Governo Federal um projeto na ordem de mais de R$ 2 bilhões para a implantação da Linha 3 do Metrô, novo traçado que cruzará parte da Região Metropolitana do Rio, passando pelos municípios de Itaboraí, São Gonçalo e Niterói, atendendo cerca de dois milhões de pessoas.
O encontro visa obter uma parte do investimento extra de R$ 50 bilhões anunciados pela presidenta Dilma Rousseff nos últimos meses para o Plano de Mobilidade Urbana.
Durante a reunião na segunda-feira, em Brasília, com a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, e o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, o governador Sérgio Cabral reiterou a importância da expansão da malha de transportes, que somada aos investimentos já realizados pelo Estado beneficiará mais de 70% dos usuários na Região Metropolitana.
O projeto que foi apresentado em Brasília opta pela utilização de monotrilho, o que significa uma redução do custo inicial.
“Com todas as obras que estamos realizando, vamos saltar de menos de 25% para mais de 70% da população atendida com transporte de alta mobilidade na Região Metropolitana do Rio. Isso representa uma revolução na mobilidade e na qualidade de vida da população”, afirmou o governador.
Ainda de acordo com Cabral, o Governo do Estado tem investido mais de R$ 11 bilhões no setor de Transporte Público de Massa, como novas estações de trem e modernização das composições das linhas de metrô, além da aquisição de nove barcas, que chegarão à cidade no próximo ano.
Paes pede R$ 2, 3 bi para ampliar BRTs- Durante a audiência, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, também solicitou a soma de R$ 2,3 bilhões para a ampliação de BRTs na cidade. A ministra do Planejamento afirmou que após a conclusão das conversas com representantes das oito cidades e estados brasileiros serão decididas quais obras irão ser contempladas. “As propostas feitas pela prefeitura e pelo governo do Rio de Janeiro estão em sintonia com a orientação da presidenta [Dilma Rousseff] de melhoria do transporte público de massa”, disse Miriam, depois de receber o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes.


Fonte: O FLUMINENSE

Aluno de medicina terá de trabalhar 2 anos no SUS para receber diploma


Estudante que ingressar na carreira a partir de 2015 terá que atuar dois anos no Sistema Único de Saúde para ser diplomado. Com isso, a duração do curso passará de 6 para 8 anos 















Os alunos que ingressarem nos cursos de medicina a partir de 2015 terão que atuar dois anos no Sistema Único de Saúde (SUS) para receber o diploma. A medida é válida para faculdades públicas e privadas e faz parte do Programa Mais Médicos, anunciado nesta segunda-feira pelo Governo Federal. Com isso, o curso passará de 6 anos para 8 anos de duração.
Os estudantes irão trabalhar na atenção básica e nos serviços de urgência e emergência da rede pública. Eles vão receber uma remuneração do governo federal e terão uma autorização temporária para exercer a medicina, além de continuarem vinculados às universidades.
Os profissionais que atuarem na orientação desses médicos também receberão um complemento salarial. Os últimos dois anos do curso, de atuação no SUS, poderão contar para residência médica ou como pós-graduação, caso o médico escolha se especializar em uma área de atenção básica.
Com a mudança nos currículos, a estimativa é a entrada de 20,5 mil médicos na atenção básica. "Esse aumento será sentido a partir de 2022, quantos os médicos estarão formados", disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.
De acordo com os ministérios da Educação e Saúde, as instituições de ensino terão que acompanhar e supervisionar o aluno. Após o estudante ser aprovado no estágio no SUS, a autorização temporária de exercício será convertida em inscrição no Conselho Regional de Medicina.
Por haver recursos federais no programa, os alunos das escolas particulares deverão ficar isentos do pagamento de mensalidade. Esse trabalho na rede pública não acaba com o internato, no quinto e no sexto anos do curso.
Até 2017, a oferta de vagas nos cursos de Medicina terá um aumento superior a 10%. Com o programa Mais Médicos, serão abertas 3.615 vagas nas universidades públicas e, entre as particulares, devem ser criadas 7.832 novas matrículas. O aumento deve ser sentido este ano, quando abertas 1.452 vagas.
Em 2014, serão 5.435, anunciou Mercadante. De acordo com o ministro, haverá uma descentralização dos cursos que serão instalados em mais municípios. A residência médica terá de acompanhar o ritmo de vagas abertas na graduação.
Mais médicos- Com a resolução, haverá uma melhor distribuição dos cursos pelo País. Atualmente, 57 municípios oferecem cursos de medicina, com o programa de residência. Mais 60 passarão a ofertar, totalizando 117 municípios no país. Isso acarretará, para as federais, a contratação de 3.154 professores e 1.882 técnicos-administrativos.

Agência Brasil

sábado, 6 de julho de 2013

Vacinação contra papilomavírus acontece em escolas a partir de 2014

Por: Henrique Moraes 

Meninas entre dez e onze anos de idade poderão ser imunizadas na rede pública e particular.Vírus é o principal fator que provoca câncer do colo do útero nas mulheres















O Ministério da Saúde anunciou esta semana a vacinação contra o papilomavírus (HPV), principal fator que provoca câncer do colo do útero nas mulheres. A vacina será ministrada em meninas de 10 e 11 anos, nas escolas, no início do ano letivo de 2014, através do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o Ministério da Saúde, estarão disponíveis cerca de 5 mil postos, entre escolas públicas e particulares (em forma de campanha) e unidades de saúde, de maneira permanente. 
A meta do governo é atingir 80% das mais de 3,3 milhões de pessoas consideradas público-alvo. A doença é responsável por uma média de 4,8 mil mortes por ano no Brasil e a estimativa do Ministério é de que 17,5 mil novos casos de câncer do colo do útero devam ocorrer este ano. 
“Essa é mais uma medida para enfrentarmos um problema de saúde pública, que é o câncer do colo do útero – sobretudo nas regiões Norte e Nordeste e em áreas economicamente menos desenvolvidas em outras regiões do país”, informou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Ele explica que a ideia é vacinar meninas antes do início da atividade sexual. Por isso a faixa etária de 10 a 11 anos. O ministro relata que a vacinação terá intervalos de dois e seis meses entre a segunda e a terceira dose, respectivamente. 
“Temos de preparar esse público, envolver as meninas e a família, reforçar a orientação, o porquê de a faixa etária ser de 10 a 11 anos”, disse Padilha informando que a vacina terá que ter autorização dos pais. 
A Secretaria Municipal de Saúde de Niterói informou que espera orientação do Ministério da Saúde para definir o número de pontos de vacinação na cidade.
A ginecologista e obstetra Solange Regina de Oliveira, diretora da policlínica Regional Carlos Antônio da Silva, situada em São Lourenço, informa que a vacina potencializará positivamente a atuação do sistema imunológico. 
“Toda doença é fruto de uma espécie de “disputa” entre os mecanismos de defesa e os mecanismos virulentos. Se os mecanismos de defesa forem reforçados, as chances de se evitar uma doença cruelmente grave serão reduzidas”, explica a médica. 
Transmissão – O HPV é um vírus transmitido pelo contato sexual, podendo ser através do contato, da penetração ou do sexo oral. 
“Antigamente chamávamos de condiloma acuminado, que aparecia na região perineal e peniana em forma de verrugas. Depois passou a ser identificado no exame preventivo (papanicolau). Finalmente descobriu-se a ligação estreita com o câncer de colo de útero, câncer de pênis, menos comum, e em menor monta cânceres da região da boca e faringe”, explica o ginecologista Luiz Fernando Dale, especialista em reprodução humana.
Dale informa que as lesões do HPV são, na maioria das vezes, pouco evidentes. “As lesões geralmente são em pequenas áreas podendo chegar a grandes áreas de verrugas. Normalmente o indivíduo não sabe que é portador e contamina um número grande de parceiros”, conta o médico. 
O especialista em reprodução humana faz um alerta importante. Ele diz que o uso de camisinha não é totalmente eficaz para prevenir o contágio.
“Afinal, o contato com a  pele desprotegida, mesmo sem penetração, pode provocar a doença”, ressalta. 

Câncer – Para o oncologista Roberto Gil, diretor da Oncoclínica, com a vacina incorporada no calendário de vacinação do País, em aproximadamente 20 anos (tempo do contato com o vírus e o desenvolvimento do câncer de colo uterino) haverá uma redução da doença.
“O câncer de colo de útero hoje representa a segunda causa de morte por câncer no Brasil”, informa.
Gil explica que o HPV provoca também câncer de canal anal, de orofaringe (comum também em homens) e cânceres genitais, como vulva, vagina. 
“Há um espectro grande de doenças nessa região e existem vários tipos de HPV, sendo que alguns são de alta carga e outros de baixa carga”, esclarece o médico.  
O oncologista observa ainda que uma vez feito o diagnóstico de câncer de colo uterino o tratamento depende do estádio da doença. Ele diz que nos estádios iniciais a cirurgia ou a radioterapia é curativa na maioria dos casos. 
“Quando a doença se torna mais avançada, mas ainda não houve metástases para outros órgãos, fazemos radioterapia associada à quimioterapia com uma droga derivada da platina (cisplatina). Nesses casos ainda temos possibilidade de curar pelo menos metade dos pacientes”, avisa o especialista. 
Tipos – Existem mais de cem tipos do vírus, sendo que quatro deles assumem uma grande importância por estarem intimamente ligados ao câncer (tipos 6,11,16,18). A vacina contra o HPV será administrada em três doses, e protegerá contra essas quatro variações. 
O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, ressalta que em 70% dos casos de câncer do colo do útero, há vestígio da presença dos subtipos 16 e 18. Barbosa, alerta ainda que a vacina não elimina a necessidade do uso de preservativo e da realização do exame papanicolau. 
“Essas meninas estarão mais protegidas, mas continuarão realizando o rastreamento (do vírus) com o exame preventivo. Mesmo protegendo contra a maior proporção dos cânceres, não protege 100%”, explicou o secretário. 
De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 11 milhões desses de exames tipo papanicolau foram realizados somente no ano passado. 

Fonte: O FLUMINENSE

Niterói tem maior rendimento médio do trabalhador no Rio de Janeiro


Por: Henrique Moraes 

Estudo revela ainda que o salário médio do trabalhador do município é o terceiro maior do País, chegando a R$ 2.731,10 e fica atrás apenas de Santana do Parnaíba e São Caetano 















Um dos principais centros financeiros e comerciais do estado do Rio de Janeiro, onde o  rendimento médio do trabalhador é o terceiro maior do País. Essa é Niterói, que faz parte de um estudo do Itaú Unibanco divulgado esta semana e que faz uma radiografia detalhada da economia fluminense. Baseado no último censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os dados mostram que o município é a maior renda do Estado com média de R$ 2.731,10. No País, Niterói só fica atrás dos municípios paulistas de Santana do Parnaíba (R$ 3.157,07) e São Caetano do Sul (R$ 2.948,06). Analistas do banco também consideraram o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) da qual consta Niterói na sexta colocação estadual no item Emprego e Renda. 
Especialistas apontam a construção naval, o mercado imobiliário e as indústrias de plástico e mecânica como os setores responsáveis por Niterói estar neste patamar.
“Niterói tem atividades muito diversificadas. Além da retomada da construção naval e o boom do mercado imobiliário, a cidade é muito forte no que se refere a serviços e comércio. Juntando a isso a proximidade da capital, torna o município muito atraente para investimentos. E como a oferta de emprego é grande, os salários acabam sendo melhores também”, avalia o analista de Economia e Estatística da Firjan, William Figueiredo.
O rendimento médio do niteroiense mais que dobra (103%) se tiver sua renda média comparada à média nacional que é de R$ 1.344,70. Na comparação ao salário médio do trabalhador da Região Sudeste (R$ 1.512,30), a diferença é superior em mais de 80%. A remuneração do morador de Niterói também é mais alta em 73% em um paralelo aos R$ 1.576,30 da renda de quem trabalha na região metropolitana do Rio.
“Além de elevada renda nominal, o município de Niterói também se destaca na geração de emprego, tanto que alcançou a 6ª colocação estadual no IFDM – Emprego e Renda”, destaca o analista da Firjan.

Educação – Figueiredo cita a educação como o principal entrave para um maior crescimento. Niterói está na 31ª colocação no Estado em educação no IFDM nesse quesito. Segundo ele, a pesquisa mostra que o município tem um baixo atendimento na educação infantil -  creche e pré-escola – atendendo somente à metade das crianças até 5 anos (51%). 
“Há ainda uma elevada distorção idade-série – 24% do total de alunos do ensino fundamental. Ou seja, são muitos os jovens em idade avançada estudando em séries abaixo da média”, destaca. O especialista da Firjan diz que a nota baixa de Niterói no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), que foi de 3,75 nos dados referentes a 2010, é um reflexo deste panorama.
“Niterói está abaixo da nota média estadual (3,90) e nacional (4,05). E como as principais ofertas de emprego no município são para pessoas com pelo menos ensino médio ou técnico, uma educação básica e fundamental sólida se torna imprescindível”, avalia.

Ações – Fabiano Gonçalves, secretário de Desenvolvimento Econômico de Niterói, informa que diversas ações de qualificação profissional estão em curso para a cidade ter uma mão de obra qualificada.
“São ações em conjunto entre nossas secretarias e o Programa Nacional de acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) onde iremos qualificar os jovens para o mercado de trabalho, suprindo a necessidade do mercado”, relata Gonçalves, destacando ainda que a Secretaria de Desenvolvimento Econômico está implantando ações para incentivar o investimento de empresas.
“São medidas que irão proporcionar um ambiente favorável ao investimento privado, tais como a Delegacia da JUCERJA, que atenderá toda a região do Conleste, e a Sala do Empreendedor, onde todas as demandas das empresas, no que tange a administração municipal, estarão num único local, no Centro”, anuncia.
Robson Gouvêa, presidente da Associação Conselho Empresarial e Cidadania (Acec), credita a uma soma de fatores a posição de Niterói na pesquisa.
“O renascimento, nos últimos anos, da indústria naval de nossa cidade, o crescimento da indústria de construção civil, do setor de serviços e do comércio como um todo contribuíram para a cidade estar neste patamar. Os níveis de excelência em qualidade de vida conquistados pelo município atraiu ainda novos moradores de alto perfil socioeconômico. Tudo isto está interligado compondo uma espiral virtuosa sem paralelos na história de nossa cidade”, avaliou Gouvêa. 
O presidente do Sinaval, Ariovaldo Rocha, relata que a indústria naval em Niterói é como uma NASA brasileira. 
“Temos bases de mergulho, a qualificação para trabalho nos melhores navios. Os maiores salários estão aqui”, constata.

Fonte: O FLUMINENSE